Maximum Carnage - Sangue e Violência

Direto - divertido - desafiador

Maximum Carnage não é um "briga de rua" qualquer, e dentre as várias características que o tornam especial, destaca-se o fato de ser o pioneiro em adaptações de quadrinhos. Não meramente a utilização da imagem dos personagens da Marvel, mas a adaptação completa do arco Carnificina Total.

Outra das mais importantes características do jogo, é o fato de ser um título completamente original, e não portado de Fliperama ou Arcade.  Mas diretamente para as mãos dos donos de Mega Drive e Super Nintendo. 

Sendo um jogo que marcou muito os pequenos fãs do Homem-Aranha, e do Venom, não só por suas qualidades, mas por sua dificuldade. Principalmente ao enfrentar o vilão Carnificina, Tão agressivo quanto nos quadrinhos. E eu fui um destes pequenos fãs, o que o põe o jogo aqui no quadro "Experiência Original".

Mas antes! Saiba que você está no Pior Canal do Mundo... E para seu melhor desconforto, este péssimo artigo pode ser visto em formato de vídeo duvidoso, apenas clicando abaixo. Ou você pode continuar lendo o texto, as duas opções são igualmente hediondas.


Pior maximum carnage - Dedo no simbionte e gritaria!


Fala meu amigo de mau gosto! Beleza? Então cara... vejo que você decidiu tomar o caminho menos pior, evitando minha voz, e sofrendo apenas com meu texto. Mas não contava com as minhas dislexia, e inaptidão para a escrita. Não a toa, sou o pior roteirista de todos os tempos...

Hoje vamos deixar um pouco de lado as questões de opinião, e vamos de review. Mais especificamente  com o quadro Experiência Original. onde muito mais que roteiro e pesquisa, vou entregar a você um pouco de como foi realmente viver o jogo em seu lançamento. 

Como você deve ter notado, o jogo da vez é o Spider-Man and Venom: Maximum Carnage  da Acclaim e sua subsidiária LJN, que apesar de ser extremamente zoada na internet, aqui fez um bom trampo. um jogasso de "briga de rua" original, ou seja, não portado de Arcades... e que guardadas as devidas proporções, não ficava devendo aos games de fliperama... 

Aqui temos um jogo que alegrou e torturou, por seu bom nível de desafio, os donos de Mega Drive e Super Nintendo. e foi sensação nas locadoras. Antes de mais nada, preciso explicar que fui um pivetinho realmente apaixonado por quadrinhos tá... e não só passava fome na escola, pra juntar umas moedas pra ir no sebo de usados, atrás de algumas relíquias. como era também um grande ladrão de revistas. mas isso é uma história pra um outro momento... 

Aqui vamos nos ater ao Maximum Carnage. Que pra muitos, é uma das melhores historias do Homem Aranha. Muito por ter uma pegada de muito terror e destruição, e envolver outros heróis urbanos, mais , e menos famosos. E lógico, pela essência do Carnificina, que antes de abordar, temos que voltar um pouco no tempo.

entendendo o Peso do enredo...


Vamos voltar, mais precisamente aos Anos 80, no grande crossover Guerras Secretas, cuja leitura foi simplesmente incrível. Mesmo com o atraso editorial brasileiro. que nos conferia coisas, como por exemplo, cortes na história... Pra não mostrar a personagem Vampira dos X-Men, já que ela ainda não tinha surgido no Brasil. 

Alí, onde o aranha consegue o famigerado Uniforme Negro, cuja popularidade transcendeu os quadrinhos... E viria a originar Venom. De longe um dos antagonistas mais bem perigosos, dentro da vida de Peter Parker. E me refiro apenas ao Venom clássico. 

Venom, basicamente, foi a perfeita simbiose entre Eddie Brock, que culpava o Homem-Aranha por sua ruína, e o ser alienígena rejeitado pelo Aranha. Onde ambos se tornaram um ser único, que além de uma mistura de amor e ódio pelo personagem. Trazia uma distorcida percepção de mundo, onde Venom é um inocente, e o aranha o vilão. E a partir desta premissa, você percebe que o Venom acha que está sendo um herói. e a bagunça que ele faz na vida pessoal do Peter Parker, não só por saber até mesmo o que o cara pensa, dado o seu tempo com o uniforme negro. Como até mesmo não ativa o seu famoso sentido de aranha. 

é necessário que se compreenda aqui, que o Venom é um raro caso de vilão, que o herói simplesmente era incapaz de derrotar. toda a peleja do aranha contra o este vilão (ou anti-herói), sempre foi pra conseguir sobreviver. Sendo que a única maneira de se livrar dele, foi forjando sua própria morte, numa derradeira batalha, numa ilha inóspita. Onde o Venom permaneceu feliz, achando que 
tinha livrado o mundo, do terrível Homem-Aranha

Eis que o Aranha surge, do nada, nesta ilha pedindo ajuda do Venom, pra enfrentar uma nova ameaça. E sabendo do perigo que iria encarar, ele leva uma arma sônica projetada pelo Sr. Fantástico, e nada mais nada menos, que o próprio tocha humana. Imaginando que com as duas maiores fraquezas do vilão a seu lado (fogo e som) estaria em condições de conversar com o vilão, sem correr risco de perder a vida. E estava completamente enganado...

Daí é necessário que se entenda, que ao saber que a nova ameaça, que levou o Aranha a pedir ajuda a seu mais perigoso algoz até então, era uma extensão do próprio Venom, o seu senso de responsabilidade, e piração de que é um herói. faz com que ele ajude de imediato.

que comece a carnificina...


Agora sim meu amigo, você está pronto pra entender o peso de Maximum Carnage. onde o vilão carnificina, já era um assassino perigoso e cruel, muito antes de se tornar um só, com o vestigio deixado por Venom. Que além de ser um vilão que apenas quer matar, torturar, e destruir... É simplesmente um Venom melhorado... já que nasceu adaptado as condições da terra. 

Em Maximum Carnage, se esperava que o derrotado Cletus Cassady, portador da simbiose Carnificina. fosse apenas um humano comum novamente. mas o jogo narra o que ocorreu, e mostrando as páginas dos quadrinhos. Onde o simbionte rubro, estava agora na própria corrente sanguínea do assassino. E a ameaça do vilão é elevada ao extremo. quando ele se une com outros loucos, dentre os quais a mutante Shryek, com poderes sônicos e emissão de ondas que interfere no comportamento das pessoas, no caso do enredo, as deixando descontroladamente violentas. Onde todos acreditam agora ser uma distorcida cúpula familiar. e pretendem pintar a cidade de vermelho... pintar com sangue!

O jogo:

O jogo é um belo beat’em up com elementos de aventura, ação, e plataforma, com áreas secretas e caminhos diferentes, onde vários personagens aparecem, são citados, ou podem ser utilizados como apoio. 
Nas duas últimas lutas contra Carnificina, é possível alternar em tempo real entre Homem-Aranha e Venom, usando o mesmo sistema de ajuda.

Começamos a jogatina obrigatoriamente com o miranha. Após algumas fases, 
o jogo permite que se escolha quem utilizar, entre ele e o Venom, sendo que caminhos tomados com um ou com outro, levam a direções e ocorrências 
diferentes. elevando o fator replay ao extremo. e tudo isso com as páginas dos quadrinhos sendo usadas como cutscenes, foram um tempero a mais. E eu posso  garantir, pois eu estava lá.

Visual:

Na parte visual, devo dizer que o estilo  das duas versões é bem simples, em pegada cartoon, mas com sprites grandes pra média dos consoles caseiros. E aqui as onomatopeia funcionam muito bem(os famosos SOC, CRAS, POW), isso apesar de trazer uma animação sem aquele grande capricho na fluidez. 

Se você não me conhece, saiba que eu sou mais fã do Sega GênesisMega Drive que do SNES, mas a versão utilizada no vídeo deste artigo é a do Super Nintendo, que foi, de longe, a que eu mais joguei. Mas as diferenças gráficas entre os dois consoles, não são gritantes. Apesar de ficar perceptível, a maior quantidade de cores do console da Nintendo.

Som:

A parte sonora, muita gente colocava como barulhenta, mas eu sempre gostei.
é um jogo com bons efeitos sonoros, mas com poucas músicas que se repetem durante o jogo. Naquela pegada rasgada da abertura e das fases, que combinou muito bem com o jogo... trazendo também um tom sombrio entre as cutscenes, chefes e demais telas. 

A título “The Mob Rules”, do Black Sabbath, onde a banda não foi creditada.
O tema principal é tocado pela banda Green Jelly,  (cuja logo é mostrada na abertura do jogo) e se chama “Carnage Rules”. E apesar de não ser um vídeo de comparação, a parte sonora difere bastante entre as versões de Mega Drive e Super Nintendo.

Jogabilidade:

A parte de jogabilidade, devo dizer que é muito acima da média pro estilo. não só pela responsividade, mas pela riqueza de possibilidades. Socos, voadoras, 3 usos 
pras teias, agarrões, escaladas, deslocamento. Acho que aqui se encontra o ponto forte do jogo. Que trazia muitas coisas boas de outros jogos do estilo. 

É muito importante citar que foi um dos poucos jogos a conseguir nos fazer sentir, realmente jogando com o Homem-Aranha. e até com o Venom. onde claramente se sente na gamelay, até mesmo a diferença de peso entre os personagens, dando um alto nível de imersão.

Dificuldade:

devo dizer também que a dificuldade afastou muita gente... pra mim, o local onde o filho chorava e mãe não via, era o fliperama. mas já ví pivetinho chorar por 
não conseguir avançar neste jogo. 

Em minha experiência pessoal, o desafio é ok, sendo que o Carnificina é um chefe bem apelão. mas se você usar a seu favor, os segundos de invulnerabilidade
que a troca de personagens te dá. com alguma prática, você vai superar o desafio.

considerações simbióticas...


Devo dizer aqui que, jogar Maximun Carnage foi uma experiência incrível, pra qualquer um que gostasse de quadrinhos, pois foi um dos raros casos, em que um jogo  realmente utilizou não apenas os personagens, mas o enredo inteiro de um evento saído direto das páginas das revistas. sem falar que os cartuchos vermelhos, dos dois consoles eram lindões cara!

Mas a verdade é que as jogatinas de Maximum Carnage se misturam muito com minhas memórias de infância. Pois na rua em que eu morava nesta época, moravam também amigos que curtiam muito homem-aranha, como eu. E não só isso. dois deles, eram irmãos, Jonathan e Neno.. E na casa deles tinha uma locadora, onde eu joguei horrores, claro... E nesta mesma rua, estava um outro amigo, chamado Diogo, primo do Jhonatan e do Neno. Que além de jogar muito conosco, seu pai tinha uma banca de livros e revistas usadas... e se você é do Recife, compra games e revistas em sebos, provavelmente vai saber do que estou falando.

Infelizmente eu sou um cara muito complicado, e inacessível, e simplesmente desapareci, e mesmo depois das redes sociais, que demorei muito a usar, eu não sabia o sobrenome das pessoas, pra procurá-las. E quando tentei retomar contato com o Diogo, que era presente nas bancas de usados, descobri que ele estava muito mal, convalescendo de uma doença mal explicada. E veio a falecer, dias depois do meu contato. 

E se você conhecer o Jhonatan, ou o pequeno Neno, que hoje não deve mais ser tão pequeno. Fala pra eles que eu nunca esqueci, nem vou esquecer...  das conversas entre molequinhos fãs de quadrinhos e games, regradas a muita jogatina.

Naqueles longínquos sábados de 1994...

E esta foi minha experiência original com Maximum Carnage, pessimamente explicada, num conteúdo sem vergonha, que com certeza merece o seu desprezo. mas não sofra sozinho cara! sacaneia teus amigos... compartilhando com eles, este conteúdo hediondo.

E até a próxima no Pior Canal Do Mundo.

Postar um comentário

0 Comentários