Krull - Games do Filme

 



Essencial nos Anos 80


Krull é um jogo baseado no filme de mesmo nome. A primeira adaptação para os games, foi um jogo de Arcade de 1983 fabricado pela D. Gottlieb & Co

Uma adaptação caseira semelhante à versão Arcade foi planejada para o Atari 5200, mas as vendas fracas desse console, levaram à decisão de lançar o jogo no Atari 2600. Uma versão de Pinball também foi desenvolvida, mas não chegou ao grande comércio. 


Atari 2600


O jogo, desenhado por Dave Staugas, segue principalmente o enredo do filme e acontece em quatro telas separadas. No primeiro nível, o jogador, como Colwyn, começa em seu casamento com Lyssa, que é interrompido pelos vilões. O jogo continua a gerar novos inimigos até que seja imposível resistir e Lyssa seja sequestrada. 

O jogador então atravessa o Deserto de Ferro em uma égua de fogo, estocando em alguma quantidade, a arma mágica de arremesso de Colwyn, em forma de estrela, a Glaive (Gládio no Brasil, e apenas uma no filme). 

No próximo nível, o jogador é obrigado a pular entre fios de teia em movimento, em direção à Viúva no topo da tela, evitando uma aranha gigante. Depois de completar esta tarefa, a Viúva revela a localização da Fortaleza Negra, e o jogador novamente monta uma égua de fogo pelo Deserto de Ferro

Caso o jogador não chegue na hora correta do dia, conforme um cronômetro na parte superior da tela, ele perde uma vida e deve retornar à Viúva para descobrir a nova localização da Fortaleza. 

Na Fortaleza Negra, o jogador deve penetrar a barreira ao redor de Lyssa com a Glaive, enquanto a Fera tenta bloquear os tiros do jogador e acertá-lo com bolas de fogo. Não vencendo, retorna-se ao nível Viúva, para descobrir a nova localização da Fortaleza Negra e atravessar o Deserto de Ferro novamente. 

Se o jogador conseguir romper a barreira ao redor de Lyssa, ela se transforma em uma bola de fogo, que o jogador pode jogar na Fera. Se a bola de fogo acertar, o jogador vence, e o jogo recomeça em um nível de dificuldade mais alto, típico do console.

Krull no Atari 2600.


Versão Arcade 


Lançado em fevereiro de 1983, o jogo de Arcade Krull foi programado por Matt Householder e Chris Krubel. Os gráficos foram feitos por Jeff Lee (um dos criadores de Q*bert), o som por David Thiel. A arte do gabinete foi criada por Terry Doerzaphk, e cerca de 2500 unidades foram produzidas. 

No primeiro ato do jogo, temos que montar a Glaive pegando as peças (cinco delas), enquanto evitamos todos os pedregulhos. No segundo, temos que atirar nos inimigos, e resgatar nosso exército. 

Já no Terceiro ato temos que levar o exército resgatado ao hexágono do quarto ato. Onde devemos derrubar a parede frontal do hexágono, para chegar no quinto e ultimo ato. No ultimo ato, temos que salvar a princesa Lyssa, após evitar a Fera, e suas bolas de fogo.

Gabinete Arcade Original de Krull.


Pinball


Além do jogo de ArcadeD. Gottlieb & Co. também planejou inicialmente uma versão de Pinball do jogo, mas por razões de custo a máquina nunca foi colocada em produção em nível comercial.

No entanto, dez unidades completas foram fabricadas como amostras profissionais, tornando essas máquinas extremamente raras e valiosas para colecionadores.

O Raro Pinball Temático de Krull.


valeu a pena?

Bom... Aqui falamos sobre experiências originais, tentando resguardar a proposta real do jogo, e se ela foi atingida. Deixando o menor espaço possível para anacronismos baratos.

O Pinball de Krull? Eu só vi pessoalmente numa exposição, e devo dizer que ele é lindíssimo. Com um compartimento interno remetendo ao embate com o vilão. Cara, é realmente uma pena, que a tiragem tenha sido tão curta. É uma das mais belas máquinas licenciadas que eu já vi.

Já a versão Arcade, eu tive contato com o original em uma única casa de jogos. E era sim imponente. Um gabinete muito chamativo, que se destacava na casa de jogos. Não só por seu visual impressionante, com os olhos diabólicos fixados no jogador na arte frontal, mas pelo seu som muito alto e vibrante. 

Esta máquina era um show à parte, apesar da sua gameplay não me trazer lembranças muito boas. Hoje eu termino com uma só ficha... mas na época... eu era muito pivete mesmo, e nossa, como eu perdia rápido. Não é um jogo espetacular, mas era o Krull certo? que criança não queria ter uma arma mística em forma de estrela, que se movimentava por controle mental? Se você não queria, você não tinha coração.

Meu contato maior foi com o Krull do Atari 2600, e nem é preciso ser um grande fã da fabrica de sonhos da Atari, pra que se perceba a fluidez de jogo. Que dentro de sua época e proposta, tem não só a parte técnica ao seu lado, mas também um excelente trabalho de imersão.

A verdade? Krull é um dos melhores títulos da biblioteca do console.

Muito... Muito de longe mesmo.


Resenha em vídeo:



Este arquivo estará em frequente atualização.

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