Spider-Man: Return of the Sinister Six - Master System



O Tal Sexteto Sinistro


Em abril de 1993 Spider-Man: Return of the Sinister Six era lançado no Brasil, para o Master System, publicado pela Tec Toy. Sendo que o jogo já tinha sido lançado anteriormente para NES.

Um jogo típico de ação, com elementos de plataforma. Onde enfrentamos nada mais nada menos, que o Sexteto Sinistro. O que antes da onda de filmes atual, poderia não significar absolutamente nada, a alguém que nunca ligou pros quadrinhos. 

Mas quem lia... sabe muito bem dos perrengues que o aranha passou, por conta das várias formações do Sexteto.


No Master System


Este é o menos comum dos dois jogos para o Sega Master System, que protagonizam o herói da Marvel. Sendo que esta versão, se comparada a do NES, pode ser considerada mais fácil de terminar.  

Principalmente se formos levar em consideração o fato de que alguns itens foram movidos para locais de melhor acesso. Além do fato de que Doutor Octopus e Mysterio, tem uma única barra de saúde.

Bom como você deve saber... O Game Gear aumentou bastante a sobrevida do nosso Sistema Mestre, aparelho para o qual o jogo foi inicialmente portado, então as duas versões são idênticas. Apesar do menor tamanho da tela do portátil aumentar a dificuldade, principalmente pra enxergar projéteis. 

Chamada Comercial da versão Game Gear.


O Enredo 


Aqui temos algo de The Amazing Spider-Man, entre as edições 334 e 339. O que significa que enfrentamos uma formação emblemática desta união de vilões por um objetivo em comum (será mesmo?). 

Claro que é uma história levemente baseada na obra original. Afinal, os jogos ainda não eram como são hoje. E aqui estamos falando de algo lançado originalmente pela LJN (é... ela mesmo). 

Mas aqui devemos atentar ao detalhe importante, que é a capa do jogo...

Esta é a arte base utilizada para todas as versões do título, e caso você não tenha notado. É uma obra de arte... 

Nos remetendo a capa da citada edição de número 337. Que aqui no Brasil, lemos no natal de 1993 na revista Homem-Aranha anual 3. No saudoso (e bem mais acessível financeiramente) formatinho da Editora Abril.

Nesta emblemática capa, temos o Aranha pequeno, representando seu acuamento pela situação.  E na capa do jogo, temos a perspectiva do herói... refletindo a capa, bem nos olhos de sua máscara. 

Uma prática bem comum, em algumas grandes edições.

Normalmente representada por uma impressão de pânico... Aqui temos uma grande referência, num traço primoroso, refletindo os vilões Homem-Areia, Electro, Dr. Octopus, Abutre, Mysterio, e Duende Macabro (Jason Macendale possuído pela versão demoníaca). 

Mas com o herói numa postura de enfretamento, representando que é hora da reação. E esta reação vem por suas mãos hábeis, se a jogabilidade permitir, e boa sorte com isso.

A Capa clássica refletida nos olhos do herói.


Jogabilidade                                                                                                   

Bom... pra quem já experimentava grandes títulos, acho que Frustração é uma palavra que define muito bem a situação. 

Por que é tão frustrante? 

Cara... desde o primeiro estágio, o Homem-Aranha pode escalar algumas paredes, mas não outras. E as vezes você estará jogando de boas, e vai ficar meio perdido, já que objetos os quais você pode passar direto, e outros pelos quais você simplesmente entra, são difíceis de diferenciar. Trazendo uma profundidade idêntica e confusa. 

A teia com a qual você pode atirar para balançar, e se sentir realmente o próprio Omiranha,  é incrivelmente curta. Não, sério... Atrapalha mais que ajuda. E se você não tiver as 'web-balls' ou o que quer que seja aquilo lá, então que o "sentido de aranha" te ajude, porque te resta apenas o chute, que exige uma mescla de prática intensa, e muita sorte.

Já o soco, além de lento, você tem que estar praticamente em cima do seu inimigo, tipo colado mesmo! E já aviso que você será atingido por balas e lasers entrando na tela do nada, já que você ainda não pode ver o inimigo, e vai ter poucas chances de evitá-los (sem muita prática).

Mas bem... isso era a época, e não é necessariamente um problema, ou ao menos não quando a jogabilidade foi polida, o que não é o caso.


Gráficos


Os gráficos em Sinister Six, com algumas diferenças entre as versões, são realmente muito bons. Eles são bem caricaturais em vez de realistas, com alguns toques agradáveis, como mini-explosões quando você perfura as portas, e inimigos morrendo em uma pequena piscina de restos humanos, como no injustiçado Robocop vs Exterminador do Futuro. 

Os gráficos, unidos a paleta de cores, realmente davam aquela impressão de algo tirado diretamente de um quadrinho da Marvel... guardando as devidas proporções.

Os sprites realmente não são grandes, mas tem um belo trabalho de animação, sem falhas gritantes. 

Acredito que o único problema real, é o que já mencionei, sobre a falta de profundidade óbvia. Mas o jogo convencia graficamente, com suas cores quadrinescas.

Introdução e primeira fase do jogo.


O Som


Bem... o NES, apesar do visual inferior, tinha uma capacidade sonora superior. Se você entende um pouco de som, sabe do que estou falando. Não me entenda mal, amo o Master System! mas no crú mesmo, ele não emite música como o concorrente... E sim bips.

Mas não se engane! esta é a bipagem sensual... que te põe num ritmo hipnotizante (quase sempre) e aqui funciona muito bem. 

OK! o som do jogo não é ótimo, é isso! mas faz um trabalho competente em ritmar a jogatina, e imergir nos momentos corretos. A composição é respeitável e funciona pra o que se propõe.

Sem ser épico... mas com personalidade.


Valeu a pena?

Apesar de não ter lá este tal fator replay alto, eu te digo que valeu a pena sim. O jogo foi divertido em sua época, e ainda é hoje. Isso tudo, claro, se você não for um cara muito queixoso acerca de decorebas e outras coisas que o jovem tanto reclama. 

A jogabilidade parece mais um item de dificuldade do que uma mecânica funcional, mas como o jogo começa bem fácil, dá pra aprender antes de sofrer muito.

É um jogo desses que você se sente desafiado, e recompensado quando termina (e dá pra terminar bem rápido).

Uma coisa que deve ser ressaltada, é que já tínhamos visto muita coisa melhor, 
mesmo no próprio master. Que ali estava prolongando sua vida útil. Mas quase ninguém tinha consoles da geração em casa. E este jogo chegou em Abril de 1993, onde quem tinha um Master System em casa, o tinha alugado algumas vezes. 

Mas só veio ganhar mesmo o jogo, se o queria, no natal daquele ano (se tivesse passado de ano na escola). E se o garoto queria o jogo, por ser fã do Homem-Aranha...

... Este garoto teve a oportunidade de desfrutar do jogo, enquanto ainda digeria o arco dos quadrinhos.

E tal qual o título brasileiro das revistas do Homem-Aranha, foi uma experiência muito simples... mas ao mesmo tempo espetacular.

Este arquivo estará em frequente atualização.

Trazendo um conteúdo sobre Retro Games, sempre avesso ao internetês cansativo de cada dia... Aqui não temos qualidade, mas o jogo é o que realmente importa!

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