Elevator Action - Paixão no NES

 


O Tal Joguinho do Elevador...

Elevator Action, se você não conhece, é um jogo que em cima da exata linha divisória entre Plataforma e Shooter, tal qual um jogo definidor e divisor de águas de sua época. Originalmente um grande sucesso da Taito nos Arcade de 1983.  Sendo portado para o Famicom no Japão, com lançamento oficial em 28 de junho de 1985.

Elevator Action é um sucesso comercial e de crítica, que rendeu muito dinheiro e notoriedade para a Taito, superando  completamente as expectativas de valores da própria empresa, na época em que foi lançado. Sendo simplesmente o maior Hit dos Arcade japoneses por 3 meses seguidos, no fim de 1983. Consequentemente, a maior bilheteria neste período... Continuando sua trajetória de sucesso, como quinto jogo mais rentável de 1984 nos Estados Unidos.

Motivo pelo qual, obviamente, este porte para o 8 bit da Nintendo era muito esperado, mesmo que o jogo tenha sido portado para tantos aparelhos quanto pôde.

Elevator Action no "Nintendinho Com Café".



O Jogo.

É tudo muito simples, (e viciante) da premissa à mecânica... Onde o jogador assume o papel do Agente 17, um espião que se infiltra em um prédio de 30 andares cheio de elevadores e agentes inimigos, que emergem de portas fechadas, em um padrão crescente e cadenciadamente desafiador. O objetivo é coletar documentos secretos de salas especialmente marcadas, e depois escapar do prédio em seu possante.

E se o outro lá é 007, o agente 17 também tem um codinome: Otto... E Otto, ao longo do jogo, deve usar os sistemas de elevador e escada rolante do prédio, para se mover de andar em andar... enquanto evita, ou elimina, os agentes inimigos. 

Mecanicamente Otto pode se mover para a esquerda e para a direita, pular, abaixar e disparar até três tiros por vez de sua pistola. Estando em um elevador, o jogador pode empurrar para cima ou para baixo para mandá-lo para um andar mais alto ou mais baixo. Devendo também usar cima e baixo para utilizar as escadas rolantes.

Se Otto tentar sair do prédio sem recolher todos os documentos, ele será transportado para o andar mais alto que ainda tem uma porta vermelha fechada, sendo obrigado a repetir a descida.  E se ele demorar demais, um alarme soará, e os agentes inimigos aumentam o ritmo, frequência, e agressividade, enquanto os elevadores passam a responder o comando mais lentamente, sendo uma forma de aumento de tensão, desafio, e imersão.

Há também seções com luzes apagadas, aumentando a dificuldade por meio de diminuição de visibilidade. Tendo momentos em que Otto pode atirar em luminárias, desativando a luz temporariamente. 

E sim... o jogo é duro, sem no entanto ser injusto.... Mas se te serve de consolo, o Otto não é só um exímio atirador treinado. Mas também um especialista em combate desarmado, especificamente um artista marcial de karatê, de maneira que os inimigos podem ser abatidos a golpes e ser atirados do alto.

Ciente de que caso seja baleado, esmagado por um elevador, ou caia do alto. Otto perde uma vida. E aqui amigo... cada vida fará falta.

Gabinete Original de Elevator Action.


E no NES?

Elevator Action foi portado pela primeira vez para o Family Computer pela Micronics, e este porte foi publicada pela própria Taito no Japão, como já falado, em 28 de junho de 1985. E esta versão só seria lançada nos Estados Unidos, para o tal Nintendo Entertainment System por volta de 1987. Ou seja... Os garotos Americanos estavam a cinco natais, esperando para poder jogar Elevator Action em seus NES no conforto de suas casas.

Pois ao contrário de nós aqui no Brasil, eles não tinham a tal "reserva de mercado", que se traduzia basicamente numa pirataria carimbada, assinada, e endossada pelo estado.

Então... já jogávamos este sucesso aqui, nos nossos variados clones, e cartuchos piratas. As limitações gráficas são dentro do esperado, talvez controles mais suaves caíssem bem neste porte... Mas o nível musicalmente cativante do jogo continuava alto.

Claro.... Não tão belo, nem tão charmoso, muito menos tão impressionante quanto o primeiro contato. Mas a alma, a essência do jogo, ela esta presente... Neste porte de respeito do Nintendinho. 

Menos detalhes, menos cores, e um possante aparentemente menos possante...
Mais ainda estamos controlando o Otto.

E sim! Foi sensacional jogar Elevator Action em sua época, sem gastar uma fortuna em fichas.
 
Desce da Cordinha, que o Couro Vai Comer.


Este arquivo estará em frequente atualização.

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