Cavaleiros do Zodíaco no Nintendinho

Cavaleiros do Zodiaco - Saint Seiya

O Tal Saint Seiya: Ōgon Densetsu.

Cavaleiros do Zodíaco estrearia no mundo dos games, justamente no NES, em Saint Seiya: Ōgon Densetsu, que foi lançado para Famicom no Japão em 10 de agosto de 1987, um híbrido de RPG tradicional de turnos, com todos os elementos de Plataforma durante as fases, trazendo exploração de cenários durante o que apresenta, especificamente dos primeiros momentos do enredo original. Que se você chegou até aqui, deve reconhecer até de ponta cabeça. 

Claro... Me refiro as primeiras impressões do cenário grego, apresentação de Mitsumasa Kido que não tem nada a ver com mitologia grega em si, tampouco nórdica, mas tal qual Odin... é o Pai de Todos (se é que você me entende).

Não obstante, seremos remetidos ao divertidíssimo arco da Guerra Galáctica, e sua interrupção por um Ikki de Fênix inesperadamente vilanesco, ao lado dos seus inexplicáveis Cavaleiros Negros.


Versão em vídeo desta Resenha 👇


O Jogo em si...

Como dito antes, o jogo entrega uma mistura de Plataforma e RPG, mas com uma gameplay que você deve conhecer bem, se já desbravou estes jogos exclusivos de Animes e Mangás da época. Com aquela estratégia de aplicabilidade e resultados, que te deixam com uma suspeita de aleatoriedade, pra dizer o mínimo.

Exceto, claro, nos momentos em que você irá encarar o desafio em forma de um jogo de Plataforma de rolagem lateral, derrotando aqueles soldados rasos, tão presentes em japonices em geral. Porém, munido de uma jogabilidade um tanto falha, e imprecisa... Onde a estranha colisão, e curto alcance, vão fazer com que os inimigos te acertem bem mais, do que você os acerta.

A parte RPG do jogo, é daquelas em que ficamos vagando entre os eventos principais da história, pra depois usar os pontos de experiência adquiridos durante as batalhas, pra aumentar os atributos, e bem... elevar o tal Cosmo.

Será que vai dar praia...?


Como foi na época?

Cara... Eu joguei este título a primeira vez na casa dos meus queridos amigos Bruno Bisonho, e André Feioso, cuja mãe por algum motivo qualquer, detestava os apelidos de seus filhos... E o jogo começa já com uma musiquinha, a famigerada Pegasus Fantasy, e devo dizer que é muito interessante, como antes de escrever este material, achei um monte de gente falando do quanto é um som decepcionante, horrível, intragável.

Bom... Eu achei realmente da hora. Acredito que num mundo ideal, onde meu primeiro contato com o jogo seria equivalente a época do auge do Anime (caso esta fosse a música que eu conhecesse como abertura da bagaça) com certeza todos presentes no local, teriam elevado o cosmo ao limite. E a TV explodiria, expondo as Armaduras, que logo estariam em nossos corpos, e lá mesmo disputaríamos nossa própria Guerra Galáctica... Pra saber com quem ficaria a armadura de ouro de Sagitário. 

Peraê Piorzão... Volta a fita... Como assim você não conhecia Pegasus Fantasy??? É amigo, você não lembra? A abertura que tocava na Manchete, era uma versão em português da abertura Francesa. Que mais parecia uma marchinha de carnaval, em um desfile de velhos brochas e depressivos, cujo único prazer é ver vídeos de unboxing no youtube.

E falando em francês... além de já termos começado sem entender de onde vinha aquela música tão legal, e apesar de todos os elementos claramente reconhecíveis. Tais quais a localidade litorânea onde o Seiya morava, a sala da Saori, com o quadro do coroa metelão ao fundo, e até a arena da Guerra Galáctica. 

Ocorre que conhecemos este jogo em Francês mesmo, única versão oficial do ocidente, mesmo que tardia... Só tendo sido lançada em 1992. E foi justamente esta versão, o contato de todo mundo que eu conheço, com este título naquela época.

Então... acabava que as piadas com o texto naquela língua, se tornavam uma diversão à parte... Advertir o amigo, de que já estava putasso com ele, prestes a explodir o cosmo, e desferir um "Pegase Etoile FIlantes"  era gargalhada garantida.

Toma um Pegase Etoiles Filantes! seu trouxê.


Valeu a Pena?

Tenho que ser honesto aqui, e falar que qualquer um achava o jogo feio, e os controles frustrantes, isso pra dizer o mínimo. Enquanto o grosso da estratégia, ou o que ela devia ser... Descamba em uma mistura muito difícil de levar a sério, onde mesmo funcionando como uma batalha de RPG em turnos, sempre nos deixa a suspeita de que é tudo incerto e aleatório. 

Você carrega as barras de atributos, pra logo escolher o modo de ataque, onde os movimentos te custam uma parcela do cosmo, como era de se esperar. E se você já estava meio desconfiado de aleatoriedade... na parte de se defender, as suspeitas pioram! Já que você tanto pode defender, quanto esquivar, mas nas duas você parece correr o mesmo risco de tomar o dano.

E o seu investimento numa estratégia defensiva, não apresenta uma resposta realmente palpável nas probabilidades de sucesso em defender ou esquivar.  

Ciente se tratar aqui de um jogo realmente fraco, aviso que em sua continuação, que tem um foco no arco das 12 casas dos Cavaleiros de Ouro, apesar de ter melhoras técnicas perceptíveis, o jogo é muito inferior a este, em imersão e diversão. Mas ambos os títulos fazem parte de uma reforma completa, e justa deles próprios, lançada pela Bandai para o seu WonderSwan Color em 2003.

E se valeu a pena ou não.... devo dizer que, como jogo, foi realmente algo muito ruim. Mas que dava vontade de jogar assim mesmo, já que despertava curiosidade. E bem... Era Cavaleiros do Zodiaco certo? Era incrível poder jogar algo sobre Cavaleiros. Tanto quanto era incrível (na nossa visão) que não houvesse um jogo realmente decente, sobre o que pensávamos ser a melhor coisa que existia no mundo inteiro (ao menos naquele momento).  

Seja jogando com o personagem favorito do criador da obra, com os poderes do protagonismo de Pégasus, ou com o protagonista real, Shiryu de Dragão... Saint Seiya: Ōgon Densetsu entregava uma mistura equilibrada e perfeita, de desgraça completa como jogo, com diversão absurda como brinquedo. E a cabal realidade, é que funcionou muito bem pra nós. Que no fim das contas, éramos apenas crianças.

Naquelas longínquas... e inocentes... Jogatinas dos anos 90.

♫ A armadura vaaaai... Encaixar no garotão  


Este arquivo estará em frequente atualização.

Trazendo um conteúdo sobre Retro Games, sempre avesso ao internetês cansativo de cada dia... Aqui não temos qualidade ou vergonha, mas o jogo é o que realmente importa!

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2 Comentários

  1. Mais um conteúdo muito bom PiorZão. Esses jogos de CDZ do nintendinho me trazem lembranças divertidas e uma musica de abertura que usei durante muitos anos como inicialização do windows no PC.

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